quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Doutrina, usos e costumes - Parte 2


Doutrina, usos e costumes

Os usos e costumes são uma velha questão nos círculos pentecostais, fazem parte de todas as instituições e sociedades. Todas as igrejas têm as suas tradições, impostas ou espontâneas. Por muito tempo se confundiu costumes com doutrina, mas há diferenças significativas entre esses conceitos.

O que é costume? O lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda definiu costume como “uso, hábito ou prática geralmente observada”1. O dicionarista Adriano da Gama Cury definiu, de maneira mais completa a palavra costume, como “uso, prática habitual; modo de proceder; característica, particularidade; prática jurídica ou religiosa não escrita, baseada no uso; moda; traje característico ou adequado...”2. Essas definições mostram que o costume é um hábito repedidamente adotado por um determinado grupo social. Os costumes fazem parte da identidade de uma instituição.

O que é doutrina? No Novo Testamento, a palavra mais usada para doutrina é didache e significa ensino, instrução, tratado e doutrina. Segundo o teólogo Claudionor Corrêa de Andrade, doutrina é a “exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da Bíblia, visando o aperfeiçoamento espiritual do crente”³. Doutrina, portanto, é o resultado do ensino teológico, adotado por uma denominação ou religião. O pastor Antonio Gilberto, M.D., apresentou em seu livro Manual da Escola Dominical, algumas diferenças entre usos e costumes, e neste artigo serão apresentadas outras diferenças, além da lista exposta pelo grande teólogo pentecostal. 
a) A doutrina é de origem divina, o costume é de origem humana. A doutrina é divina pois está baseada na inspirada Palavra de Deus. 
Para uma idéia ser doutrina bíblica, é preciso que ela esteja exposta por todo o texto sagrado. Nunca uma verdadeira doutrina é baseada em textos isolados. O costume é imposto por convenções humanas de maneira espontânea ou obrigatória, sendo assim, o costume é humano. Há muitos que tentam achar textos bíblicos para justificar a perpetuação de sua tradição, mas normalmente praticam a "eisegese", ou seja, dizem o que bem querem e tentam justificar na Bíblia. O teólogo Esdras Costa Bentho, escrevendo sobre a "eisegese", disse: O intérprete está cônscio de que a interpretação por ele asseverada não está condizente com o texto, ou então está inconsciente quanto aos objetivos do autor ou do propósito da obra. Entretanto, voluntária ou involuntariamente, manipula o texto a fim de que sua loquacidade possa ser aceita como princípio escriturístico. Tentar justificar na Bíblia as tradições é uma tarefa que tem levado a muitas distorções bíblicas. O melhor é reconhecê-la como humana
b) A doutrina é imutável, o costume muda. A doutrina é permanente, ela nunca muda. A doutrina da justificação pela fé, exposta principalmente nos primeiros capítulos de Romanos, nunca mudou e nem deve ser mudada. Doutrina (bíblica) mudada é heresia. Quando Lutero resgatou a doutrina da justificação pela fé, ele orientou a igreja a voltar na perspectiva bíblica sobre o assunto. São passados mais de dois mil anos e essa doutrina nunca mudou no verdadeiro cristianismo. O costume não é imutável, ele mudará quando for conveniente ao homem
No Brasil era comum os cidadãos andarem pelas ruas de chapéus, tanto homens como mulheres, passados os anos não há mais esse costume no país. Antigamente, os pais escolhiam com quem a sua filha casaria, mas também esse costume mudou. É necessário que o costume mude, pois ele está ligado à cultura local, e toda cultura é dinâmica. Mudar alguns costumes não significa passar do SANTO para o DIABÓLICO, como muitos pregam. A mudança é inevitável e deve ser bem orientada, mas como enfatizado, é sempre necessária. É bem relevante o que o teólogo britânico John Stott (um dos maiores ganhadores de almas da história da igreja) escreveu no seu livro Cristianismo Equilibrado: "Quando resistimos a mudanças- sejam elas na igreja ou na sociedade devemos perguntar-nos se são na realidade, as Escrituras que estamos defendendo (como é nosso costume insistir ardorosamente) ou, se ao contrário, é alguma tradição apreciada pelos anciãos eclesiásticos ou de nossa heranças cultural". Isto não quer dizer que todas as tradições, simplesmente por serem tradicionais, devam a qualquer custo ser lançadas fora. Iconoclasmo (pessoa que não respeita as tradições) sem crítica é tão estúpido quanto conservantismo sem crítica, e é algumas vezes mais perigoso. O que estou enfatizando é que nenhuma tradição pode ser investida com uma espécie de imunidade diplomática à examinação. Nenhum privilégio especial pode ser-lhe reivindicado
Algumas igrejas estão impondo mudança de costumes, isso é um erro, que sempre levará a exageros. Os costumes mudam naturalmente, mas devem seguir orientação para não levar a práticas anti-bíblicas. As igrejas sem orientação pastoral tem aderido a costumes extravagantes, como bailes fanks em meio ao culto. Tudo deve ser feito com equilíbrio, nada de permissividade e nem de legalismo (tudo deve ser com decência e ordem)
c) A doutrina é universal, o costume é local. A doutrina é universal no sentido que é para todos os povos em todas as culturas. Proclamar que Jesus é o salvador faz sentido no Brasil, como para os indianos que foram evangelizados pelo apóstolo Tomé, o primeiro missionário daquela nação, ainda no primeiro século da Era Cristã. O costume é local. Os homens na Escócia usam um tipo masculino de saia; no Siri Lanka é também costume as saias para homens. Saia na maior parte do Ocidente é roupa exclusivamente feminina. 
No Brasil é comum comer peixe cozido ou frito, no Japão se come peixe-cru. 
d) A doutrina santifica, o costume não santifica. A doutrina bíblica santifica o crente mediante a Palavra de Deus. Jesus disse; “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”(Jo 17.17). O ensino da Palavra de Deus, ou seja, das doutrinas bíblicas, é um dos meios que Deus usa para levar o crente a uma vida reta, assim como escreveu o salmista: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”(Sl 119.9). John Henry Jowett (um dos maiores mestres das escrituras do século 20) disse: “Você não pode abandonar os grandes temas doutrinários e ainda assim produzir grandes santos”, e o pastor A. W. Tozer (um dos maiores escritores da igreja do século 20) escreveu: “O propósito que está por trás de toda doutrina é garantir a ação moral”. Por isso é bom lembrar que a doutrina bíblica produz, naturalmente, bons costumes. O costume não pode santificar. Quem acredita na santificação por meio dos costumes, normalmente, é um escravo do legalismo"
O pastor Antonio Gilberto escreveu a respeito do erros em relação a santificação e citou o engano de associar exterioridade com santidade: “Usos, práticas e costumes. Esses últimos, quando bons, devem ser o efeito da santificação, e não a causa dela”.  É bem relevante o que escreveu o pastor Ciro Zibordi no prefácio do livro Verdades Pentecostais: Conservar não significa possuir uma falsa santidade, fazendo dos usos e costumes uma causa, e não um efeito. Como pode ser ao longo dessa obra , a observância da sã doutrina leva-nos a ter santidade interna e externa, o que implica vida santa a partir do espírito (1Ts 5.23) e manutenção dos bons costumes. Estes, pois, não devem gerar doutrinas, como vem acontecendo em algumas igrejas não legitimamente avivadas, para prejuízo de seus membros.
O farisaísmo se caracterizava por associar sua obras com salvação. Há muitos que fazem dos costumes doutrina e assim, pensam que para serem salvos precisam fazer isso ou aquilo. Como dizia Lutero: “As boas obras não fazem o homem bom; mas o homem bom pratica as boas obras”. A inversão dessa ordem cria escravos do farisaísmo e não servos do Altíssimo
e) A doutrina é um princípio, o costume é um preceito. Há diferença entre princípio e preceito? Sim. O pastor José Gonçalves escreveu: “Os preceitos apontam para princípios e não o contrário. Um princípio é aquilo que está por trás do preceito ou norma”. Por exemplo, usar uma roupa social em um tribunal é uma norma, um preceito. O princípio ou doutrina por trás dessa norma é que o tribunal é um lugar sério e não ambiente de entretenimento, onde possa ir de jeans ou short
f) A doutrina é verdade absoluta, o costume é uma verdade relativa. A doutrina é sempre verdade absoluta, ou seja, é para todos, em todas as épocas e em todos os lugares. O costume é relativo, como lembra o pastor Geremias do Couto: "Ao insistirmos nos absolutos, não queremos afirmar que não haja também conceitos relativos. Essa diversidade se manifesta, por exemplo, nas comidas típicas de cada país, nos estilos da arquitetura, no estilo da vestimenta e até mesmo em relação à hora de dormir, que depende do fuso horário. Mas tais circunstâncias relativas acabam apontando para princípios biológicos absolutos; todos precisam alimentar-se, todos precisam dormir"O costume, por ser relativo, não deveria ser imposto como obrigação. Era comum missionários europeus tentarem impor os costumes do norte em países da Ásia e da América. Hoje, o conceito de transculturação está ajudando muito em relação a esse problema. Há muitas outras diferenças entre doutrina e costumes, mas fica apontado que ambas não são a mesma coisa, porém estão ligadas umas as outras. Os bons costumes são aqueles que não escravizam o crente, colocando um jugo que Jesus tirou na cruz, mas sim, é resultado da boa doutrina.

Bibliografia:
1-HOLANDA, Aurélio Buarque de. Mini-Aurélio Século XXI Escolar. 3 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2000. p. 190.
2- KURY, Adriano da Gama. Minidicionário Gama Kury da Língua Portuguesa. 1 ed. São Paulo: FTD, 2001. p.265.
3- ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 12 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 128.
4- Publicado pela CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus).
5- Prática de forjar o texto a fim de que justifique o pensamento próprio. Não confunda com exegese.
6- BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica Fácil e Descomplicada. 3 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005. p. 69.
7- Publicado pela CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus).
8- GILBERTO, Antonio. Verdades Pentecostais. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p 142.
9- ZIBORDI, Ciro Sanches. Idem, pp 3,4.
10- GONÇALVES, José. Voto de Nazireado, prática judaizante que despreza a doutrina da graça. Resposta Fiel, Rio de Janeiro, Ano 4, n. 12, p. 26, Jun-Jul-Ago/2004.
11- COUTO, Geremias do. E agora, como viveremos? Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, p. 39, 4. trimestre de 2005.
Extraído, porém adaptado, do blog: http://teologiapentecostal.blogspot.com

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Salvação Sem Segredo

Todas as pessoas têm o direito a uma segunda chance, isto, porque o Senhor Deus é um ser justo e nunca quis que o homem permanecesse em uma vida pecaminosa.
Quando o primeiro homem pecou, logo, todos pecaram (Rm. 3:23) e contraíram a morte como resultado do seu pecado. O Senhor Deus, querendo dar uma nova oportunidade ao homem, arquitetou um plano salvífico para ele. "Porque Deus amou o ser humano de tal maneira que ofereceu o seu único filho, Jesus Cristo, para morrer em seu lugar, afim de que, todo aquele que vier a crer em seu filho, seja livre da condenação da morte e do pecado e possa ter a vida eterna" (Jo. 3:16). Para que o homem seja salvo, a única exigência de Deus é que o mesmo creia em seu filho Jesus. Você crê em Jesus? Se sua resposta é sim, então basta seguir a cartilha oferecida por Deus a todo pecador que crê em Jesus e resolve ser perdoado dos seus pecados e de sua condenação - Rm. 10:9-12 "Se o homem confessar a Jesus como seu Senhor e salvador e em seu coração crer que ele ressuscitou dos mortos, então será salvo, visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação". - Você achou simples ser salvo? Mas é justamente isto que a bíblia sagrada ensina! Seja salvo hoje mesmo! Como? Fazendo uma oração simples, porém, sincera, como se segue:
Senhor Deus, creio na morte de Cristo para me salvar; Creio em sua ressurreição para que eu tenha vida; Confesso que sou pecador e que não consigo chegar aos céus sem o sacrifício do Senhor Jesus; Perdoe-me dos pecados que cometi e me ajude a não cometê-los mais; Escreva o meu nome no livro da vida e me ajude a viver como um novo homem. Peço-te, crendo, em nome do Senhor Jesus. Senhor Deus, sela-me com o teu Espírito Santo, para que eu seja propriedade exclusiva do Senhor; Senhor Espírito Santo, sê meu ajudador e guarda-me do mal. Amém.
Seja bem vindo ao novo mundo! Agora procure uma igreja evangélica e busque aprender a palavra de Deus - a Bíblia Sagrada. Que Deus te abençoe! Amém.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Tudo começa com Deus

Pois, por meio de Cristo, Deus criou tudo, no céu e na terra, tanto o que se vê como o que não se vê, inclusive todos os poderes espirituais, os governos e as autoridades. Por meio de Cristo e para Ele, Deus criou todo o Universo... e é Ele quem dá vida ao corpo. (Colossenses 1:16-18)
A questão não é você.
O propósito de sua vida é muito maior que sua realização pesso­al, sua paz de espírito ou mesmo sua felicidade. É muito maior que sua família, sua carreira ou mesmo seus mais ambiciosos sonhos e aspirações. Se você quiser saber por que foi colocado neste planeta, deverá começar por Deus. Você nasceu de acordo com os propósitos dele e para cumprir os propósitos dele.
A procura pelo propósito (sentido) da vida tem intrigado as pes­soas por milhares de anos. Isso porque normalmente começamos pelo lado errado — nós mesmos. Nós fazemos perguntas voltadas para a nossa pessoa, como: “O que eu quero ser? O que eu deveria fazer com a minha vida? Quais são meus objetivos, minhas ambi­ções e meus sonhos para o futuro?”. Mas concentrarmo-nos em nós mesmos jamais desvendará o propósito de nossa vida. A Bíblia diz: A vida de todas as criaturas está na mão de Deus; é ele quem man­tém todas as pessoas com vida.
Ao contrário do que dizem muitos livros famosos, filmes e semi­nários, você não irá descobrir o significado de sua vida olhando dentro de si mesmo. É provável que você já tenha tentado isso. Você não criou a si mesmo, logo não há jeito de dizer a si mesmo para que foi criado! Se eu lhe entregar uma invenção desconhecida, você não terá como saber sua serventia nem a própria invenção terá a capaci­dade de lhe dizer. Somente o criador ou o manual do fabricante poderá mostrar sua utilidade.
Você deve começar com Deus, seu Criador. Você só existe porque Deus deseja que você exista. Você foi feito por Deus e para Deus — e, enquan­to não compreender isso, a vida jamais terá sentido.
É somente em Deus que descobri­mos nossa origem, nossa identidade, o que significamos, nosso propósito, nossa impor­tância e nosso destino. Todos os outros ca­minhos levam a um beco sem saída.
Deus não é apenas o ponto de partida de nossa vida: é a fonte dela. Para descobrir o propósito para sua vida, volte-se para a Pala­vra de Deus, e não para a sabedoria do mundo. Você deve edificar sua vida sobre verdades eternas, e não sobre psicologia popular, histórias inspiradoras e estímulos para alcan­çar o sucesso. A Bíblia diz: É em Cristo que descobrimos quem somos e o propósito de nos­sa vida. Muito antes de termos ouvido falar de Cristo e de termos erguido nossas espe­ranças [...] ele já tinha seus olhos sobre nós; já havia planejado para nós uma vida glorio­sa, parte do projeto global que ele está elaboran­do para tudo e para todos!
Esse versículo nos dá três descobertas a respeito do nosso propósito:
1.   Você descobre a sua identidade e propósito através de um relacionamento com Jesus Cristo. Se você não tem esse relaci­onamento, explicarei mais adiante como iniciá-lo.
2.   Deus já pensava a seu respeito muito antes de você pensar a respeito dele. O propósito determinado por ele para a sua vida é anterior à sua concepção. Ele planejou isso antes que você existisse, sem a sua contribuição! Você pode escolher sua car­reira, seu cônjuge, seus passatempos e muitas outras partes da sua vida, mas não pode escolher o seu propósito.
3.   O propósito da sua vida cabe em um outro propósito muito maior e cósmico, que Deus planejou para a eternidade.
Muitas pessoas tentam usar Deus para sua auto-realização, mas isso é contrário à natureza e está fadado ao fracasso. Você foi feito por Deus, e não o contrário; viver é deixar Deus usá-lo para seus propó­sitos, e não você usar a Deus para o que deseja.
Então, como descobrir o propósito para o qual você foi criado? Você só tem duas opções. A primeira é a especulação. Essa é a opção escolhida pela maioria das pessoas. Elas conjeturam, supõem, teorizam. Quando as pessoas dizem “Eu sempre pensei que a vida fosse...”, querem dizer: “Este é o melhor palpite que posso dar”.
Felizmente, há uma alternativa além da especulação sobre o significa­do e propósito da vida. Trata-se da revelação. Podemos nos voltar para o que Deus revelou sobre a vida em sua Palavra. O modo mais fácil de descobrir o propósito de uma invenção é perguntando ao inventor. Descobrir o propósito de sua vida funciona da mesma forma: pergunte a Deus.
Deus não nos deixou às cegas, para ficarmos nos questionando e conjeturando. Ele claramente revelou, ao longo da Bíblia, seus cinco propósitos para nossa vida. A Bíblia é o nosso “Manual do proprietá­rio”, que explica por que estamos vivos, como a vida funciona, o que evitar e o que esperar do futuro. Ela explica o que nenhum livro de auto-ajuda ou de filosofia pode saber.
Deus não é apenas o ponto de partida de nossa vida: é a fonte dela. Para descobrir o propósito para sua vida, volte-se para a Pala­vra de Deus, e não para a sabedoria do mundo.

Você não é um acidente.

Seu nascimento não foi um erro ou um infortúnio, e sua vida não é um acaso da natureza. Seus pais podem não tê-lo planejado, mas Deus certamente o fez. Ele não ficou nem um pouco surpreso com seu nascimento. Aliás, ele o aguardava.
Muito antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus. Ele pensou em você primeiro. Você não está respirando neste exato momento por acaso, sorte, destino ou coin­cidência. Você está vivo porque Deus quis criá-lo! A Bíblia diz: O Senhor cumprirá o seu propósito para comigo!
Deus determinou cada pequeno detalhe de nosso corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor de sua pele, seu cabelo e todas as outras características. Ele fez seu corpo sob medida, exa­tamente do jeito que queria. Ele também determinou os talentos naturais que você possuiria e a singularidade de sua personalida­de. A Bíblia diz: Tu me conheces por dentro e por fora, conheces cada osso do meu corpo; conheces exatamente como fui formado, parte por parte, como fui esculpido e vim a existir.
Uma vez que Deus o fez por um motivo, ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida. Ele planejou os dias de sua vida antecipadamente, escolhendo o momento exato de seu nascimento e de sua morte. A Bíblia diz: Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana Tu já havias planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro!
Deus também programou onde você nasceria e onde viveria para o propósito dele. Sua raça e nacionalidade não são um mero acaso; Deus não deixou nenhum detalhe ao acaso. Ele planejou isso tudo para o propósito dele. A Bíblia diz: De um só fez ele todos os povos [...] tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Nada em sua vida é casu­al — tudo foi feito em função de um propósito.
E o mais incrível: Deus decidiu como você nasceria. Independen­temente das circunstâncias de seu nascimento e de quem são seu pais, Deus tinha um plano ao criá-lo. Não importa se seus pais foram bons, ruins ou indiferentes. Deus sabia que esses dois indivíduos possuíam a cons­tituição genética específica para criar você em especial, exatamente como ele tinha em mente. Eles tinham o dna que Deus queria para formá-lo.
Embora existam pais ilegítimos, não existem filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados pelos pais, mas não são um imprevisto para Deus.
O propósito de Deus levou em conta o erro humano e até mesmo o pecado.
Deus nunca faz nada por acaso, e ele nunca comete erros. Ele tem um motivo para tudo que criou. Todas as plantas e animais foram planejados por Deus, e cada pessoa foi idealizada com um propósito. O motivo para Deus tê-lo criado foi o amor que ele tem. A Bíblia diz: Muito antes de estabelecer as fundações da terra, Deus já nos tinha em mente, tendo nos escolhido como foco de seu amor.
Deus já pensava em você antes de formar o mundo. Na verdade, você foi o motivo de Deus ter criado o mundo! Deus projetou o meio ambiente deste planeta para que pudéssemos viver nele. Nós somos o foco de seu amor e o elemento de maior valor em toda a sua criação. A Bíblia diz: Por sua decisão ele nos gerou pela pala­vra da verdade, a fim de sermos como que os primeiros frutos de tudo o que ele criou. Eis quanto Deus o ama e valoriza!
Deus não age de forma aleatória; ele planejou tudo de forma extremamente precisa. Quanto mais os físicos, biólogos e outros cientistas aprendem sobre o universo, mais compreendemos quan­to ele é adequado à nossa existência — feito sob medida com as exatas especificações que tornam a vida humana possível.
Por que Deus fez tudo isso? Por que enfrentou todo o incômodo de criar um universo para nós? Porque ele é um Deus de amor. Esse tipo de amor é difícil de compreender, mas é essencial­mente confiável. Você foi criado para ser um alvo espe­cial do amor de Deus! Deus o fez para poder amá-lo. Essa é uma verdade sobre a qual você precisa edificar sua vida.
A Bíblia nos diz que Deus é amor. Ela não diz que Deus tem amor. Ele é amor! Amor é a essência do caráter de Deus. Há um perfeito amor na irmandade da Trindade, então Deus não precisou criá-lo. Ele não estava só. Mas quis fazê-lo para expressar o seu amor. Deus diz: Vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebi­dos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e os levarei; eu os sustentarei e os salvarei.
Se não houvesse um Deus, seríamos todos “acidentes”, o resulta­do de um fato extraordinariamente aleatório no universo. A vida não teria nenhum propósito, significado ou importância. Não haveria certo e errado, bem como nenhuma esperança além de seus breves anos aqui na terra.
Mas há um Deus que o fez por uma razão, e sua vida tem um profundo significado! Descobrimos esse significado e propósito so­mente quando tomamos a Deus como ponto de referência de nossa vida. Romanos 12.3,  diz: A única forma precisa de compreendermos a nós mesmos é pelo que Deus é e pelo que ele faz por nós.
(Continua abaixo)
Texto extraído do Livro: Uma vida com propósito - Rick Warren

Propósitos de Deus Para Sua Vida

Você foi planejado para agradar a Deus.

No instante em que você nasceu neste mundo, Deus estava lá como testemunha invisível, sorrindo ao assistir seu nascimento. Ele quis que você vivesse, e sua chegada lhe deu enorme prazer. Deus não precisava criar você, mas escolheu criá-lo para a satisfação dele. Você existe para benefício, glória, propósito e prazer de Deus.
Dar satisfação a Deus, vivendo para seu prazer, é o primeiro pro­pósito de sua vida. Quando você tiver compreendido plenamente essa verdade, jamais voltará a se sentir insignificante, pois isso pro­va o valor que você tem. Se você é tão importante para Deus, e ele o considera valioso o suficiente para mantê-lo consigo por toda a eter­nidade, que maior relevância você poderia alcançar? Você é um filho de Deus e proporciona prazer ao coração dele como nada mais que ele já tenha criado. A Bíblia diz: Deus já havia resolvido que nos tornaria seus filhos, por meio de Jesus Cristo, pois este era o seu prazer e a sua vontade.
Um dos maiores dons que Deus lhe deu foi a capacidade de apre­ciar o prazer. Ele o dotou com cinco sentidos e emoções, para que você pudesse experimentá-lo. Ele deseja que você aprecie a vida, não se limitando a apenas suportá-la.

Você foi formado para ser parte da família de Deus.

Deus quer uma família, e criou você para ser parte dela. Esse é o segundo propósito de Deus para sua vida, o qual planejou antes que você nascesse. Toda a Bíblia é a história de Deus formando uma família que irá amá-lo, honrá-lo e reinar com ele para sempre. Ela diz: Seu plano imutável sempre foi nos adotar para a sua própria família, trazendo-nos a si mesmo por meio de Jesus Cristo. E isso lhe trouxe grande prazer.
Deus é amor, por isso dá um imenso valor aos relacionamentos. Sua própria natureza é definida em relação aos relacionamentos; ele identifica a si mesmo em termos familiares: Pai, Filho, Espírito San­to. A Trindade é um relacionamento de Deus consigo mesmo. É o padrão perfeito para uma relação harmoniosa, e devemos estudar seu significado.
Deus sempre existiu e sempre teve um relacionamento amoroso consigo mesmo; logo, ele nunca esteve só. Ele não precisava de uma família, mas desejou uma; então arquitetou um plano para nos cri­ar, trazer-nos para sua família e dividir conosco tudo o que possui. Isso dá a Deus um grande prazer. A Bíblia diz: Foi para ele um dia feliz quando nos deu nossa vida nova, por meio da verdade de sua Palavra; e nós nos tornamos, por assim dizer, os primeiros filhos de sua nova família.
Quando colocamos nossa fé em Cristo, Deus se torna nosso Pai, nós nos tornamos seus filhos e os outros crentes se tornam nossos irmãos e irmãs; e a igreja se torna nossa família espiritual. A família de Deus inclui todos os crentes do passado, do presente e do futuro.
Cada ser humano foi criado por Deus, mas nem todos são filhos de Deus. A única forma de entrar na família de Deus é nascendo nova­mente dentro dela. Você se torna parte da família humana no seu primeiro nascimento, mas se torna membro da família de Deus pelo segundo nascimento. Deus nos deu o privilégio de nascermos de novo, de modo que agora somos membros da família do próprio Deus.
O convite para sermos parte da família de Deus é universal, mas há uma condição: a fé em Jesus. A Bíblia diz: Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.
Sua família espiritual é ainda mais importante que sua família física, porque durará para sempre. Nossas famílias na terra são maravilhosas dádivas de Deus, mas são temporárias e frágeis; freqüentemente rompidas pelo divórcio, a distância, a velhice e inevitavelmente a morte. No entanto, nossa família espiritual — o nosso relacionamento com os outros crentes — irá continuar pela eternidade afora. É uma união muito mais forte, um laço mais permanente do que parentesco de sangue.

Você foi criado para se tornar semelhante a Cristo.

Desde o princípio, o plano de Deus tem sido fazê-lo à semelhança de seu Filho, Jesus. Esse é o seu destino e o terceiro propósito para sua vida. Deus anunciou sua intenção na criação: Então disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança.
Em toda a criação, somente o homem foi feito “à imagem de Deus”. Esse é um grande privilégio, que nos honra sobremaneira. Não sabe­mos tudo que essa frase abrange, mas conhecemos alguns dos aspec­tos que ela inclui: tal como Deus, somos seres espirituais — nosso espírito é imortal e sobreviverá ao nosso corpo terreno; somos inteli­gentes — podemos pensar, ponderar e solucionar problemas; como Deus, nós nos relacionamos — podemos dar e receber amor verdadei­ro e somos dotados de consciência moral — podemos discernir entre o certo e o errado, o que nos torna responsáveis diante de Deus.
A Bíblia diz que todas as pessoas, e não apenas os crentes, detêm parte da imagem de Deus; esse é o motivo pelo qual o assassinato e o aborto são errados. Mas a imagem está incompleta, tendo sido danificada e distorcida pelo pecado. Então Deus enviou Jesus para restaurar a plena imagem que havíamos perdido.
Com o que se parece a plena “imagem e semelhança” de Deus? Ela se parece com Jesus Cristo! A Bíblia diz que Jesus é a imagem de Deus, a imagem do Deus invisível e a expressão exata do seu ser.
As pessoas usam freqüentemente a expressão “Tal pai, tal fi­lho”, para se referir à semelhança familiar. Quando as pessoas vêem minha imagem em meus filhos, isso me agrada. Deus também quer que seus filhos tenham sua imagem e semelhança. A Bíblia diz: [Você foi] criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade. Deixe-me ser absolutamente claro: você jamais se tornará igual a Deus, ou mesmo a um deus. Essa mentira arrogante é a mais antiga tentação de Satanás. Satanás prometeu a Adão e Eva que, se seguis­sem seu conselho, seriam como Deus. Muitas religiões e filosofias da Nova Era ainda promovem esta velha mentira: que somos divinos ou que podemos nos tornar deuses.
O desejo de ser um deus manifesta-se todas as vezes que tenta­mos controlar nossas circunstâncias, nosso futuro e as pessoas ao redor. Mas como criaturas jamais seremos o Criador. Deus não quer que você se torne um deus; ele quer que você se torne santo — que assuma valores, atitudes e caráter próprios dele. A Bíblia diz: Bus­quem uma maneira completamente nova de viver — uma vida mol­dada por Deus, uma vida renovada no interior e que se demonstre na conduta de vocês, à medida que Deus reproduz detalhadamente o caráter dele em vocês.
O supremo objetivo de Deus para sua vida na terra não é o confor­to, mas o desenvolvimento de seu caráter. Ele quer que você cresça espiritualmente e se torne semelhante a Cristo. Tornar-se semelhante a Cristo não significa perder a perso­nalidade ou se tornar um clone autô­mato. Deus criou em você um caráter único; logo, logicamente não quer des­truí-lo. O cristianismo ocupa-se da transformação do caráter, não da per­sonalidade.
Deus quer que você desenvolva o tipo de caráter descrito na sua palavra, a Bíblia Sagrada. Toda vez que você esquece que o caráter é um dos propósitos de Deus para sua vida, você se torna frustrado pela situação que o cerca. Você pensa consigo mesmo: “Por que isso está acontecendo comigo? Por que estou passando por momentos tão difí­ceis?”. A resposta é que a vida deve ser difícil! É isso que nos possibi­lita crescer. Lembre-se de que a terra não é o céu!
Muitos cristãos interpretam erroneamente a promessa de Jesus de vida em abundância, como se fosse saúde perfeita, estilo de vida confortável, felicidade constante, plena realização dos sonhos e o alívio instantâneo dos problemas por meio da fé e da oração. Em poucas palavras, esperam que a vida cristã seja fácil; esperam que o céu seja na terra.
Essa perspectiva voltada para si mesmo trata Deus como se fosse o gênio da lâmpada, que existe tão-somente para nos servir em nos­sa busca egoísta de realização pessoal. Mas Deus não é nosso criado, e, caso nos deixemos levar pela idéia de que a vida deve ser fácil, ou ficaremos grandemente desa­pontados, ou viveremos nos recusando a acei­tar a realidade.
Nunca se esqueça de que a vida não gira em torno de você! Você existe para os propósi­tos de Deus, e não o contrário. Por que Deus lhe proporciona um céu sobre a terra, quando ele já planejou o verdadeiro céu para você na eternidade? Deus nos dá o nosso tempo na ter­ra para construirmos e fortalecermos nosso cará­ter para o céu.

Você foi posto na Terra para fazer uma contribuição.

Você não foi criado apenas para consumir recursos — comer, res­pirar e ocupar espaço. Deus te projetou para que sua vida faça uma diferença. Apesar de muitos livros de sucesso informarem sobre como tirar o máximo da vida, não foi para isso que Deus o criou. Você foi criado para acrescentar à vida da Terra, não apenas para extrair. Deus quer que você devolva algo. Esse é o quarto propósito de Deus para sua vida, e se chama “ministério” ou serviço. A Bíblia fornece os detalhes.

Você foi criado para servir a Deus. A Bíblia diz: [Deus] nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós. Essas “boas obras” são o seu serviço. Sempre que você serve às pessoas de alguma forma, você está na verdade servindo a Deus e cumprindo um de seus propósitos. O que Deus disse para Jeremias também vale para você: Antes que o fizes­se no útero de sua mãe, eu o escolhi. Antes que você nascesse, eu o separei para uma obra especial? Você foi posto neste planeta para uma missão especial.

Você foi salvo para servir a Deus. A Bíblia diz: Foi ele quem nos salvou e nos escolheu para o seu santo trabalho, não porque merecês­semos, mas porque esse era o seu plano muito antes do princípio do mundo — mostrar o seu amor e a sua bondade para conosco por meio de Cristo. Deus o redimiu para que você pudesse exercer sua “santa vocação”. Você não foi salvo pelo serviço, mas foi salvo para o serviço. No Reino de Deus você tem um lugar, um propósito, um papel e uma função a cumprir. Isso dá a sua vida enorme importância e valor.
Comprar sua salvação custou a Jesus a própria vida. A Bíblia nos recorda: Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo. Não servimos a Deus por causa de culpa, medo ou mesmo obrigação, mas pela alegria e profunda gra­tidão pelo que ele fez por nós. Nós lhe devemos a vida. Pela salva­ção, nosso passado foi perdoado, nosso presente faz sentido e nosso futuro é seguro. O apóstolo João ensinou que nossos préstimos amorosos às ou­tras pessoas mostram que somos verdadeiramente salvos. Ele disse: Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Se não tenho ne­nhum amor pelos outros, nenhum desejo de ajudar as pessoas e me preocupo somente com minhas ne­cessidades, deveria questionar se Cristo está realmente na minha vida. Um coração salvo é um cora­ção que deseja servir.
Quando a sogra de Pedro, enferma, foi curada por Jesus, ela ins­tantaneamente se levantou e começou a servi-lo, usando seu novo dom de saúde. É exatamente isso que devemos fazer. Somos cura­dos para ajudar aos outros. Somos abençoados para ser uma bên­ção. Somos salvos para servir, e não para ficar sentados esperando pelo céu.
Você nunca se perguntou por que Deus não nos leva para o céu, imediatamente após aceitarmos sua graça? Por que ele nos deixa em um mundo decadente? Ele nos deixa aqui para cumprir seus propó­sitos. Uma vez que você esteja salvo, Deus pretende usá-lo para seus objetivos. Deus tem para você um ministério em sua igreja e uma missão no mundo.
Você é chamado para servir a Deus. Enquanto crescia, você deve ter pensado que ser “chamado” por Deus era algo que somente mis­sionários, pastores, e outros obreiros “de tem­po integral” experimentavam, mas a Bíblia diz que todo cristão é chamado para servir. Seu chamado para ser salvo incluiu o chamado para servir; am­bos são o mesmo chamado. Independentemente de seu emprego ou carreira, você é chamado para ser um cristão servindo em tempo integral. Um “cristão não-servo” é uma antítese.
A Bíblia diz: Deus nos salvou e nos chamou para sermos o seu povo. Não foi por causa do que temos feito, mas porque este era o seu plano e por causa da sua graça. Pedro acrescenta: Vocês foram esco­lhidos para falar sobre as excelentes qualidades de Deus, que os cha­mou. Sempre que você faz uso das habilidades que Deus lhe conce­deu para ajudar os outros, você está cumprindo o seu chamado.
A Bíblia diz: Vocês [...] agora pertencem a ele [...] para [...] ter uma vida útil no serviço de Deus. Quanto do seu tempo vem sendo uti­lizado a serviço de Deus?
Para os que gostaram do texto acima eu aconselho a ler o livro "UMA VIDA COM PROPÓSITOS".
Texto extraído do Livro: Uma vida com propósito - Rick Warren

Propósitos de Deus para sua Vida (2)

Vinculado a uma Igreja

Uma razão pela qual você precisa estar vinculado a uma igreja, é o cumprimento do seu chamado para servir a outros crentes de maneira prática. A Bíblia diz: Todos vocês, juntos, são o corpo único de Cristo, e cada um de vocês é um membro separado e necessário a ele. O seu serviço é muito importante e necessário no corpo de Cris­to — basta perguntar em qualquer igreja local. Cada um de nós tem um papel a desempenhar, e cada um deles é importante. Não existe serviço pequeno para Deus; tudo importa.
Do mesmo modo, não existem ministérios insignificantes na igre­ja. Alguns são visíveis e alguns são desempenhados nos bastidores, mas todos são valiosos. Não há uma correlação exata entre tamanho e importância. Todo ministério é importante, porque todos dependemos uns dos outros para funcionar.
O que acontece quando uma parte do seu corpo deixa de funcio­nar? Você adoece. O resto do seu corpo sofre. Imagine se seu fígado decidisse começar a viver por conta própria: “Eu estou cansado! Não quero mais servir este corpo! Quero um ano de folga, só me alimen­tando. Eu tenho de pensar no que é melhor para mim! Deixe que outra parte do corpo assuma”. O que aconteceria? O seu corpo iria morrer. Hoje em dia, milhares de igrejas locais estão morrendo por causa de cristãos que não têm vontade de servir. Eles ficam assistin­do de lado, e o corpo sofre.

Você foi feito para uma missão.

Deus está atuando no mundo e quer que você se junte a ele. Essa atribuição é conhecida como sua missão. Deus quer que você tenha tanto um ministério no corpo de Cristo quanto uma missão no mun­do. Seu ministério é seu serviço junto aos que crêem, e sua missão é seu serviço junto aos que não crêem. Cumprir sua missão no mundo é o quinto propósito de Deus para sua vida.
A missão de sua vida é tanto comum quanto específica. Parte dela é uma responsabilidade compartilhada com todos os outros cristãos, e a outra parte é uma tarefa separada exclusivamente para você.

A palavra “missão” tem sua raiz na palavra latina para “remeter”, ou “enviar”. Ser cristão inclui ser enviado ao mundo como represen­tante de Jesus Cristo. Jesus disse: Assim como o Pai me enviou, eu os envio.
Jesus entendeu nitidamente a missão de sua vida sobre a terra. Quando estava com doze anos de idade, ele disse: Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai e, 21 anos mais tarde, mor­rendo na cruz, ele disse: Está consumado. Jesus completou a missão que lhe foi confiada pelo Pai.
A missão de Jesus na terra agora é nossa missão, pois somos o corpo de Cristo.  Que missão é essa? Apresentar Deus às pessoas! A Bíblia diz: Deus [...] por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigos dele. E Deus nos deu a tarefa de fazer com que os outros também sejam amigos dele.
Deus quer resgatar os seres humanos de Satanás e reconciliá-los consigo, para que possamos cumprir os cinco propósitos para os quais ele nos criou: amá-lo, ser parte de sua família, tornar-nos semelhantes a ele, servi-lo e contar aos outros a respeito dele. Uma vez que perten­çamos a ele, Deus nos usará para alcançarmos outras pessoas. Ele nos salva e então nos envia.
Sua missão é uma continuação da missão de Jesus sobre a terra. Como seus seguidores, devemos continuar o que Jesus começou.
Jesus não nos chama apenas para vir a ele, mas também para ir por ele. Sua missão é tão importante que Jesus a repetiu cinco vezes, de cinco formas diferentes, em cinco livros diferentes da Bíblia. É como se ele estivesse di­zendo: “Eu realmente quero que você leve isso a sério”! Estude essas cinco incumbências dadas por Jesus, e você aprenderá os detalhes de sua missão na terra — quando, onde, por que e como.
Essa incumbência foi dada a todos os seguidores de Jesus, não somente a pastores e missionários. Esse é o seu compromisso com Jesus, e não se trata de algo opcional. As palavras de Jesus não são a “Grande Sugestão”. Se você faz parte da família de Deus, sua missão é com­pulsória. Desprezá-la seria um ato de desobediência.
Você talvez não esteja ciente de que Deus o pôs como responsável pelos incrédulos que vivem a sua volta. A Bíblia diz: Você deve ad­verti-los para que eles possam viver. Se você não falar, não advertir os ímpios a parar de praticar o mal, eles morrerão em seus pecados, mas eu colocarei sobre você a responsabilidade pela morte deles. Você pode ser o único cristão que algumas pessoas jamais irão co­nhecer, e sua missão é contar a eles sobre Jesus.
Sua missão é um privilégio formidável. Embora seja uma gran­de responsabilidade, é também uma incrível honra ser usado por Deus. Sua mis­são envolve dois grandes privilégios: trabalhar com Deus e represen­tá-lo. Somos parceiros de Deus na construção de seu Reino. Paulo nos chama colaboradores e diz que somos companheiros de traba­lho no serviço de Deus.
Jesus assegurou nossa salvação, aceitou-nos em sua família, deu-nos seu Espírito Santo e então nos tornou seus representantes no mundo. Que privilégio! A Bíblia diz: Somos representantes de Cristo. Deus nos usa para persuadir homens e mulheres a deixar de lado suas diferenças, a entrar no trabalho de Deus e a fazer as coisas corretas entre eles. Estamos falando por Cristo agora: Tornem-se ami­gos de Deus.
Contar aos outros como obter a vida eterna é a melhor coisa que você pode fazer por eles. Se seu vizinho tivesse câncer ou aids e você soubesse a cura, seria criminoso reter tal informação. Ainda pior seria guardar segredo sobre o caminho para o perdão, o propó­sito, a paz e a vida eterna. Temos a melhor de todas as novidades do mundo, e partilhá-la é o maior carinho que podemos mostrar a qual­quer um.
Um problema dos cristãos que se converteram há muito tempo é terem esquecido de como é viver sem Cristo. Devemos nos lembrar de que, não importa quanto as pessoas pareçam estar felizes e bem-sucedidas, sem Cristo, elas estão irremediavelmente destinadas à separação eterna de Deus. A Bíblia diz que Jesus é o único que pode salvar o ser humano. Todos precisam de Jesus.
O valor de sua missão é eterno. Ela fará diferença no destino eterno das outras pessoas; logo, é mais importante que qualquer emprego, realização ou objetivo que você possa alcançar durante sua vida na terra. As conseqüências de sua missão irão durar para sempre, mas as conseqüências de seu emprego não. Nada que você faça pode ser mais importante que ajudar as pessoas a estabelecer um relacionamento eterno com Deus.
Por isso precisamos ser diligentes com nossa missão. Jesus disse: Todos nós devemos rapidamente cumprir as tarefas que nos foram entregues por aquele que me enviou, pois resta pou­co tempo antes que caia a noite e todo trabalho che­gue ao fim. O relógio que controla a missão de sua vida está correndo, então não perca mais um dia. Inicie agora sua missão de trazer outras pessoas a Cristo! Teremos toda a eternidade para celebrar com aqueles que trouxemos a Jesus, mas só temos o período de nossa vida para alcançá-los.
Isso não significa que você tenha de desistir de seu trabalho para se tornar evangelista em tempo integral. Deus deseja que você parti­lhe as boas-novas no lugar onde estiver. Estudante, mãe e dona-de-casa, professor, vendedor, gerente: qualquer que seja a sua ativida­de, você deve sempre buscar as pessoas que Deus coloca em seu caminho, e com elas partilhar o evangelho.

Quanto lhe custará cumprir sua missão

Cumprir sua missão irá exigir que você abandone seus planos pesso­ais e assuma os planos de Deus para sua vida. Você não pode ape­nas acumulá-la com todas as outras coisas que gostaria de fazer. Você deve dizer, tal qual disse Jesus: Pai [...] não seja feita a minha vontade, mas a tua. Submeta seus privilégios, expectativas, sonhos, planos e ambições a Deus. Pare de fazer orações egoístas como: “Deus, abençoe o que quero fazer”. Em vez disso, ore: “Deus, ajude-me a fazer o que estás abençoando”! Entregue a Deus uma folha em bran­co, com seu nome assinado embaixo e peça para ele preencher. A Bíblia diz: Antes entreguem-se inteiramente a Deus — o corpo todo — pois que vocês voltaram da morte e desejam ser instrumentos nas mãos de Deus, usados para seus bons propósitos.
Comprometendo-se com a realização de sua missão, aconteça o que acontecer, você irá experimentar a bênção de Deus de uma forma que poucas pessoas já experimentaram. Não há quase nada que Deus não faça pelo homem ou mu­lher que se comprometer em servir o Reino de Deus. Jesus prometeu: [Deus] lhes dará tudo de que preci­sam no dia-a-dia se vocês viverem para ele e fizerem do Reino de Deus a sua preocupação primária.
Texto extraído do Livro: Uma vida com propósito - Rick Warren